Em Armação dos Anjos, uma cidade fictícia no Rio de Janeiro, Capitão Jonas Rocha (Reginaldo Faria), um viúvo, pai de seis filhos e dono de uma pousada, conhece e se apaixona por Carmem Maura (Joana Fomm), uma historiadora também viúva e mãe de seis filhos. Eles se casam e passam a desfrutar de uma quase harmonia até a chegada da cantora de rock Natasha (Cláudia Ohana), que no anseio de ser famosa fez um pacto com o Conde Vladimir Polanski (Ney Latorraca), líder dos vampiros.
Agora arrependida do trato por ter se tornado uma vampira, vai a Armação dos Anjos para procurar a única arma que pode salva-lá da maldição, a Cruz de São Sebastião e o homem que deve manejar essa arma, o homem chamado Rocha. E acaba descobrindo que ela e o Capitão Rocha eram um casal em vidas passadas e que o conde Vlad disputou o amor de dela com o Capitão.
Além dos personagens da trama principal temos dramas de uma quantidade grande de adolescentes, um vampiro um tanto charmoso, a família Matoso que é composta por um vampiro de apenas um canino, uma vampira ex-atriz porno que se envolve com bruxaria e dois adolescentes bad boys. Há também uma dupla de caçadores de vampiros muito atrapalhados, um bandido que se disfarça de padre, um anjo, um palhaço, uma vidente e tantos outros personagens peculiares.
A novela é do gênero terrir, uma mistura de terror com comédia, foi inspirada em filmes como Garotos Perdidos (1987), A Hora do Espanto (1985). Ela também tem algumas referências ao filme Dança dos Vampiros(1967), do diretor Roman Polanski, como o nome do personagem de Ney Latorraca, o Conde Vladimir Polanski e uma cena em que Sharon Tate está na banheira, o estilo da protagonista. Natasha é inspirada na Madonna, que no final dos anos 80 estava no auge.
Não sou do tipo noveleira, mas tem novelas que valem a pena assistir e Vamp é uma delas. Infelizmente na época eu ainda estava para nascer e não pude assistir a novela na estréia, mas depois de tanto minha mãe perturbar acabei baixando em 2010 para poder assistir com ela, que acabou me deixando ver sozinha. Eu me apaixonei pela novela, Cláudia Ohana estava belíssima como vampira, aquele cabelo preto volumoso, aquelas sobrancelhas, as roupas e a maquiagem bem dark, era tudo muito bacana. Acabei até aderindo ao estilo na época que assisti, menos na maquiagem já que na época eu não tinha coragem de usar batom escuro.
Minha mãe disse que na época da novela todo mundo só queria saber de roupas pretas, roxas, vermelhas, maquiagem escura, batom vermelho. Até ela pintou o cabelo de preto azulado e passou a se vestir mais dark. Em 1991 todas a meninas queriam ser Natasha, vi até um vídeo onde a Cláudia Ohana diz que a chamavam de Xuxa dark, devido a tanto sucesso que a personagem fez nos anos 90.
A novela também tem uma boa trilha sonora e cenas marcantes como Cláudia Ohana dançando "Sandness do Enigma" em Veneza, na época a música tinha sido proibida em toda a Itália e a produção teve problemas para poder gravar a cena. Temos também ela cantando "Sympathy for the Devil - The Rolling Stones", "Quero Que Vá Tudo pro Inferno - Roberto Carlos", "Doce Vampiro - Rita Lee", acompanhada da própria que fez uma participação na novela como a vampira Lita Ree e "Don't Let The Sun Go Down On Me - Elton John", que com certeza fica melhor na versão original do Elton John. Tem também a cena do Conde Vlad dançando no cemitério numa paródia de "Thriller do Michael Jackson". Realmente a novela marcou época.
E para finalizar, vou deixar a abertura da novela, "Noite Preta - Vange Leonel."
E então, gostou do post? Já tinha ouvido falar ou assistido a novela? Me conta aí nos comentários.
Links: Memória Globo, Oh! Ohana





