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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Livro: Desventuras em Série 1 - 13



"Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro. Vou avisando, porque este é um livro que não tem de jeito nenhum um final feliz, como também não tem de jeito nenhum um começo feliz, e em que os acontecimentos felizes no miolo da história são pouquíssimos. E isso porque momentos felizes não são o que mais encontramos na vida dos três jovens Baudelaire cuja história está aqui contada." - Lemony Snicket.

Resolvi fazer a resenha desse livro, mas ao invés de resenhar um livro por vez achei melhor falar logo sobre todos eles, não se preocupe vou privar você de spoilers, pois sou um doce de pessoa, então vou ser sucinta e tentar despertar seu interesse nessa série de livros que é legal demais.

A série de livros Desventuras em Série conta, como o próprio nome diz, as desventuras dos órfãos Baudelaire. Violet, a irmã mais velha e bastante engenhosa, Klaus, o irmão do meio e leitor ávido e Sunny, a mais nova que gosta de morder coisas e que só se comunica com gemidos e sons estranhos do idioma dos bebês, como "Iiica!", que aqui quer dizer "Que interessante!". 
 
Os Baudelaire perderam os pais num incêndio suspeito e são obrigados a ter um tutor até que um deles se torne maior de idade para assim receberem a herança da família, mas nesse meio tempo são obrigados pela lei a ter um tutor, que nesse caso é o malvado e repulsivo Conde Olaf, que torna a vida deles terrível obrigando eles a cozinhar, a limpar e a dividir os três um pequeno e imundo quarto. 
 
Enquanto isso, Olaf planeja roubar a fortuna deles e mesmo que os três consigam arquitetar planos contra o terrível Conde e fugir dele, ele, grande mestre dos disfarces e persistente, volta a atormentar os órfãos em todos os livros para poder ficar com a fortuna de qualquer jeito.



A história em si é muito interessante, cheia de humor negro, mistério, ironia e desgraças, é uma verdadeira literatura gótica, a ambientação é atemporal, mistura passado com futuro, algo tipo steampunk, o que torna tudo bem interessante, um enredo cheio de situações absurdas que o autor afirma que são verdadeiras e que o trabalho dele é registrar tudo. 
 
Essa série de livros também tem bastante critica social demostrando como os adultos são tão obedientes a autoridade, dependentes da aceitação alheia, ambiciosos e outros males sociais, enquanto as crianças são livres pensadoras e independentes, também mostra que não só os mocinhos tiveram uma vida triste, mas também os vilões e que é escolha da pessoa ser boa ou má e não culpa da situação, apesar de parecer uma série de livros infantis pode ser lido por qualquer idade. Então perca as esperanças, como o próprio autor diz, de um final feliz, pois o azar acompanha os órfãos.

A série é composta de 13 livros e possui alguns livros extras, aos quais ainda não li, alguns já publicados no Brasil. Outra coisa interessante é as referências a Charles Baudelaire, Edgar Allan Poe, Willian Shakespeare e tantas outras pessoas no decorrer dos livros. Foi feito um filme em 2004 com Jim Carrey no papel de Conde Olaf, o filme conta a história dos 3 primeiros livros e parece que em 2017 vai ter a série na Netflix.

O autor do livro é Daniel Handler, que escreve sobre o pseudônimo de Lemony Snicket que acaba fazendo parte da história e tem uma vida estranha e misteriosa, assim como seus irmãos e a mulher que amava e só para deixar claro toda a história é ficção ou pelo menos é isso que eles querem que você acredite.

"Lemony Snicket, nasci antes de você e provavelmente morrerei antes de você. Nasci numa pequena vila que hoje está submersa. Um povoado aparentemente pacato, mas cercado de segredos. Hoje vivo na cidade. Para escrever essas desventuras dos irmãos Baudelaire fui obrigado a conhecer a fundo as artimanhas de vilões como o conde Olaf. Passei anos mergulhado no mundo do crime, não dos crimes reais, é claro. Minha formação é estritamente teórica."

Para quem achou os livros interessantes, mas não vai ler por ser infanto-juvenil, dê uma chance a leitura, pois pode valer a pena, espero ter sido bastante sucinta e agradável com toda a desgraça contida aqui. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Livro: O Cirurgião - Tess Gerritsen


"O mal não morre. Nunca morre. Ele apenas adota um novo rosto, um novo nome. Só porque fomos tocadas por ele uma vez, não significa que estamos imunes a sermos feridas de novo. Um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar."

Dra. Catherine Cordell é a única sobrevivente de um serial killer que por sorte ela conseguiu matar, depois de acreditar que conseguiu superar o trauma lê no jornal assassinatos idênticos ao cometido pelo homem que ela acreditou ter tirado a vida e que agora a persegue.
A detetive Jane Rizzoli, uma mulher de personalidade forte e em busca de reconhecimento e seu parceiro Thomas Moore, um homem honesto que permanece fiel a sua esposa morta, iniciam a investigação para tentar descobrir a ligação das vítimas do serial killer, que pela forma como mata as vítimas recebeu a alcunha de "cirurgião", e o serial killer que foi morto pelo Dra. Catherine Cordell, mas os métodos dos assassinos são tão parecidos que eles duvidam que seja apenas um imitador, já que alguns detalhes dos crimes não foram divulgados pela polícia.

O livro é magnifico, principalmente para quem é apaixonado por thriller médico, os detalhes brutais dos procedimentos do assassino deixam o livro mais aterrorizante e envolvente a ponto de não se querer largar o livro, alguns capítulos, que são narrados em primeira pessoa, nós vemos na mente do assassino como num diário onde ele escreve seus planos, suas ansiedades, as formas como procedeu em seus assassinatos e sua obsessão por Catherine Cordell, a minúcia com que os assassinatos são descritos é de uma perfeição macabra que só lendo para compreender, o "cirurgião", que é como o serial killer é chamado no livro, entra na casa de sua vítima no meio da noite no momento onde ela se encontra mais indefesa, a sufoca com clorofórmio, envolve suas mãos e pés e sua boca com uma fita e a observa atê acordar, depois de se deleitar com o pavor de sua vítima ele estupra ela, retira cirurgicamente seu útero com ela ainda viva e friamente corta sua garganta, mas por mais terrível que seja é um livro que vale a pena ser lido, pelo menos para os que tem estômago para isso.

Este é o primeiro livro da série e depois de terminar não vejo a hora de ler os outros, já havia ouvido falar do livro por causa da série Rizzoli & Isles que mostra os acontecimentos após o que ocorreu no livro, mesmo tendo assistido a série antes de ler o livro, o que eu não gosto que aconteça, não faz que que o livro perca seu brilhantismo, mas se você não viu a série ainda aconselho que leia o livro primeiro ou não, a escolha é sua.

Se procura uma trama bem macabra e envolvente, você não vai se arrepender de ler esse livro.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Livro: O Historiador - Elizabeth Kostova


“A História nos ensinou que a natureza do homem é perversa, de uma perversão sublime. O Bem não é aperfeiçoável, o Mal sim. Por que não pôr sua mente privilegiada a serviço do que é aperfeiçoável?” 
Drácula – pág. 495


Amsterdã, 1972, uma jovem descobre um livro antigo com um dragão na capa e diversas cartas misteriosas na biblioteca de seu pai endereçadas a "Meu caro e desventurado sucessor" que fazem referência a um mal que a humanidade não tem conhecimento, Vlad, O Empalador, depois de confrontar o pai em busca de explicação, ela descobre que esse mistério está ligado com o destino de sua mãe e o passado do pai.
O pai, professor universitário, que trabalha para a embaixada americana, começa a narrar a história de sua vida quando era um estudante de pós-graduação em história e encontrou o livro com um dragão na capa e se viu envolvido numa busca irreal e cheia de mistérios.

O livro é cheio de mistério e suspense une ficção e fatos históricos, fala sobre a vida do conde Vlad Tepes e a possibilidade de ele realmente existir e estar vivo, o livro tem descrições detalhadas dos lugares que são encantadoras, a leitura para quem não está acostumado pode ser um pouco densa, por suas longas descrições, mas vale a pena pelo extenso teor histórico, há partes do livro que são narradas em forma de cartas, que faz lembrar o Drácula de Bram Stoker, na minha opinião é um livro ótimo principalmente para quem é fã de romances históricos e Drácula, eu adorei o livro, o mistério, a sutileza da atmosfera sombria, as viagens dos personagens, as descrições da Romênia, Bulgária, Turquia e Hungria, lugares que sonho em ir, a escritora que levou 10 anos de pesquisa para escrever o livro, por alguns momentos durante a leitura, me fez crer no que ela escreveu, já que em nenhum momento o nome da jovem que narra a história é citado, o que nos faz pensar que o livro é um relato sobre a aventura da escritora e também por não se saber o fim que levou o verdadeiro conde Drácula e onde está sepultado, talvez quem sabe ele esteja realmente se esgueirando nas sombras reunindo seus seguidores para um dominação mundial ou não, mas o importante é que é uma leitura que vale a pena.

Essa livro ficou por bastante tempo na lista de desejados até eu encontrá-lo por R$ 5,00, já que na época ele estava um pouco além das minhas condições financeiras, o livro me atraiu somente pelo fato de ser sobre o Drácula, personagem que eu gosto desde pirralha, li alguns comentários sobre o livro no skoob dizendo que havia partes do livro muito desnecessárias, achei que as partes longas, mesmo que alguns momentos enfadonhas, necessárias para o desenvolvimento da história e o envolvimento com o leitor, mas o final do livro não é aceitável, mesmo sendo um pouco corrido, pois ficou com algumas pontas soltas, o que tem faz perguntar o que aconteceu com alguns personagens, mas o fim não desmerece o resto da obra, com certeza é um livro que lerei novamente quando tiver mais tempo.

Se você leu o livro, me diga o que achou?








quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Livro: O Exorcista - William Peter Blatty

 



Regan é filha de uma atriz de sucesso, Chris Mcneil, é meiga e alegre, até que começa a brincar com um tabuleiro ouija e arranja um amigo imaginário, Regan começa a ficar irritadiça, mal-humorada e se comportar de forma desagradável, sua mãe a princípio acha que é uma maneira de ela chamar a atenção, as coisas começam a piorar e Chris é obrigada procurar ajuda médica para resolver o problema da filha, as coisas não se resolvem e Chris desesperada e sem opções, procura ajuda espiritual, pois Regan se tornou um perigo para ela mesma e os envolvidos e na procura de ajuda ela encontra um padre com a fé abalada.

Comecei a ler o livro na espera calafrios e noites mal dormidas, o que não aconteceu, mesmo que o livro não tenha me dado medo, talvez porque minha edição é de 1975 e a nova edição foi reescrita, eu adorei o livro, eu não conseguia parar de ler, toda a atmosfera macabra dele é fascinante, ele te faz questionar em vários momentos sua fé, se você a tem, eu me simpatizei muito com o Padre Karras, pois sou um pouco cética, do tipo que tem que vê para crer e sempre estou buscando explicação científica nas coisas sobrenaturais apesar de adorar elas e o Padre Karras a todo momento buscava explicações lógicas para tudo que estava ocorrendo com a menina, o mal se introduz na vida da personagem de maneira tão gradual, que você chega a sentir compaixão pelos personagens, quando Regan já está totalmente possessa e o demônio começa a "brincar" com o corpo dela chega a chocar, o demônio a todo tempo menciona as culpas e erros dos personagens deixando todos abalados, adoro o gênero terror e às vezes fico torcendo "para lado negro da força", mas no caso do exorcista, por mais que já tivesse visto o filme, eu queria que o sofrimento de Regan terminasse, o fim do livro eu achei muito satisfatório e Padre Karras com toda sua incredulidade, viu o demônio e teve fé.

Antes de começar a ler o livro, vi várias resenhas de pessoas que disseram que coisas sinistras começaram a acontecer após lerem o livro, teve gente que jogou até o livro fora que heresia, mas a única coisa ruim que me aconteceu durante a leitura foi a presença sinistra da sinusite, já que o livro é muito antigo, mas tirando isso nada de mais, pretendo ler esse livro novamente, pois é ótimo, mas dessa vez a nova edição.

E para não esquecer, esse livro não é recomendado para pessoas sensíveis.